O CORPO FEMININO COMO OBJETO DO ESTADO

ESTERILIZAÇÃO FORÇADA, CONSENTIMENTO INFORMADO E DIREITOS REPRODUTIVOS NO CASO I.V. VS. BOLÍVIA (CORTE IDH, 2016)

Autores

  • Kimberly Bianca Rodrigues Oliveira Faculdade Anhanguera
  • Débora Cristina Rodrigues Pires Faculdade Anhanguera
  • Joice Cristina de Paula Faculdade Anhanguera

DOI:

https://doi.org/10.63054/2177-823X.2026.881

Resumo

O presente artigo analisa o julgamento do Caso I.V. vs. Bolívia pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), proferido em 30 de novembro de 2016, em que o Estado Plurinacional da Bolívia foi responsabilizado internacionalmente pela esterilização forçada de uma mulher peruana refugiada, realizada de forma arbitrária sem seu consentimento prévio durante uma cesariana no Hospital de la Mujer, em La Paz, no ano 2000. A partir de abordagem bibliográfica e documental, o artigo examina a estrutura e competência da Corte IDH, os fatos e a tramitação processual do doloroso caso, a fundamentação jurídica da sentença — com ênfase no consentimento informado como expressão da autonomia reprodutiva, da dignidade e da integridade pessoal das pessoas, e da mulher, além dos impactos da decisão na jurisprudência interamericana e no diálogo com os sistemas nacionais, incluindo o Brasil. O estudo demonstra que a sentença constitui marco normativo na proteção dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e revela como práticas biopolíticas de controle do corpo feminino persistem de forma barbara por meio da atuação seletiva do Estado.

Biografia do Autor

Kimberly Bianca Rodrigues Oliveira, Faculdade Anhanguera

Bacharel em Direito pela Faculdade Anhanguera de Divinópolis.

Débora Cristina Rodrigues Pires, Faculdade Anhanguera

Graduanda no curso de Direito pela Faculdade Anhanguera de Divinópolis.

Joice Cristina de Paula, Faculdade Anhanguera

Doutoranda em Direito. Mestre em Ciências. Docente na Faculdade Anhanguera Divinópolis.

Downloads

Publicado

2026-08-26

Edição

Seção

Artigos