PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DISPARIDADES SOCIODEMOGRÁFICAS DAS INTOXICAÇÕES POR METAIS NO BRASIL
UMA ANÁLISE DA REGIÃO SUDESTE (2020–2025)
DOI:
https://doi.org/10.63054/2177-823X.2026.851Resumo
A intensificação das atividades antrópicas e o manejo inadequado de resíduos no Brasil elevaram a exposição humana a metais pesados, tornando-se um desafio crítico para a saúde pública. O estudo analisou o perfil epidemiológico e as disparidades sociodemográficas das intoxicações por metais no país, com foco na Região Sudeste, entre 2020 e 2025. Realizou-se uma pesquisa retrospectiva e transversal fundamentada em dados secundários do SINAN/DATASUS, utilizando estatística descritiva e inferencial para tratar variáveis clínicas e sociais. Verificou-se um crescimento de 203,2% nas notificações nacionais até 2024, com a Região Sudeste consolidando-se como epicentro devido a atividade industrial e minerária e apresentando uma dependência de 50,25% do critério clínico para diagnóstico. Identificaram-se marcantes disparidades territoriais, com a população negra sendo a mais afetada em Minas Gerais, enquanto riscos ocupacionais prevaleceram no público masculino em São Paulo. Concluiu-se que o aumento das notificações e as fragilidades na infraestrutura laboratorial exigem o fortalecimento da toxicovigilância e de políticas públicas integradas para proteger as populações vulnerabilizadas.
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