ENCARCERAMENTO EM MASSA, RACISMO ESTRUTURAL E SELETIVIDADE PENAL

Autores

  • Francisco José Vilas Boas Neto Faculdade Católica de Pará de Minas
  • Talita Lopes de Faria Faculdade Católica de Pará de Minas

DOI:

https://doi.org/10.63054/2177-823X.2026.838

Resumo

Este texto traz uma abordagem sobre o sistema carcerário brasileiro, evidenciando como o encarceramento em massa se consolidou como prática vinculada à estrutura social e econômica do país. O objetivo central consiste em demonstrar que a aplicação seletiva das leis penais afeta de maneira desproporcional a população pobre e negra, configurando-se como expressão do racismo estrutural e violando princípios fundamentais assegurados pela Constituição de 1988, pela Lei de Execução Penal e por tratados internacionais de direitos humanos. A metodologia é a partir do contexto histórico, comparativo e de dados, considerada a adequação temática. O método histórico permite compreender a formação e a evolução do sistema penal brasileiro, revelando como se consolidaram as desigualdades que sustentam o encarceramento em massa; o método comparativo possibilita analisar modelos penais internacionais e identificar alternativas ao modelo vigente; já o método estatístico, por sua vez, fundamenta a análise empírica por meio de dados sobre perfil da população carcerária, reincidência e indicadores socioeconômicos, conferindo objetividade e precisão ao trabalho. A pesquisa adota uma abordagem interdisciplinar, articulando Direito Penal, Direito Constitucional, Direitos Humanos e aportes sociológicos, ressaltando o fato de que os resultados fomentam que a prisão, em vez de ressocializar, reproduz a violência, fortalece a marginalização e mantém os grupos vulneráveis em situação de exclusão social.

Biografia do Autor

Francisco José Vilas Boas Neto, Faculdade Católica de Pará de Minas

Doutor em Direito Penal pela PUC Minas; pós-doutor pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia; especialista em Derecho y Política Jurisdiccional pela Universidad de Castilla-La Mancha (Espanha); graduado em Direito pela PUC Minas. Professor de cursos de graduação e pós-graduação em Direito. Advogado Criminalista.

Talita Lopes de Faria, Faculdade Católica de Pará de Minas

Bacharela em Direito pela FAPAM.

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Publicado

2026-05-25

Edição

Seção

Artigos