QUANDO O TRABALHO PERDE O SENTIDO
IMPACTOS PSICOSSOCIAIS E POSSIBILIDADES DE CUIDADO
DOI:
https://doi.org/10.63054/2177-823X.2026.824Resumo
Considera-se que o trabalho ocupa um lugar central na vida das pessoas e que o sofrimento gerado nesse contexto, pode afetar diretamente o sentido que cada um atribui ao que faz. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica, exploratória e descritiva, revisando autores e modelos teóricos relevantes da Psicologia Organizacional e da abordagem fenomenológica-existencial-humanista. Este trabalho visa analisar como a ausência de práticas sistemáticas de cuidado em saúde mental nas organizações interfere na subjetividade, na identidade profissional e nas relações sociais dos colaboradores. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura de caráter qualitativo em base de dados como Scielo e Google Acadêmico, que integrou dados nacionais e internacionais relacionados ao tema. A ausência de espaços de escuta e apoio psicológico favorece o presenteísmo (funcionário presente, mas improdutivo), o absenteísmo (faltas por adoecimento) ou resulta no adoecimento emocional. Como consequência, aumentam os erros, os retrabalhos e a perda de foco, comprometendo a qualidade do trabalho e o clima organizacional. O estudo reforça a necessidade de políticas corporativas voltadas ao bem-estar mental e da criação de ambientes mais humanos, nos quais o cuidado também seja prioridade.
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